segunda-feira, 29 de maio de 2017

POR QUE DIZIMAR?

Dar o dízimo ou não?


Alguém andou dizendo, por esses dias, que não é necessário darmos o dízimo à igreja, pois o mesmo era uma ordenança apenas ao povo de Israel, sob a lei. Ué, e Abrão, que ofereceu o dízimo antes da lei ser dada por Deus a Moisés (Gn 14:18-20)? Será que ele errou em dar o dízimo dos despojos da guerra?

E que dizer então do próprio Senhor Jesus, que, mostrando aos fariseus sua hipocrisia, lhes mostra que é importante dizimar sem se esquecer da justiça, da misericórdia e da fé (Mt 23:23). E isso acontece muito na igreja…

Se o dízimo tem sido usado por falsos pastores para enriquecimento material, se tem sido usado de forma ilícita, para financiar programações televisivas de péssima qualidade, entre outros, pode ficar tranquilo. Esses terão que prestar contas a Deus pela má administração dos recursos voltados à obra do Senhor (2Pe 2:3).


Dizimar é devolver ao Senhor parte daquilo que Ele nos proporciona através do trabalho, da força e saúde que nos dá para ganharmos o nosso pão. Devemos dizimar sim, contribuir com alegria, e ficarmos atentos ao emprego dos recursos em nossas igrejas.


Se não houver o dízimo, ou as ofertas, como poderão ser mantidos os projetos sociais, de evangelismo, pastores integrais que cuidam da obra do Senhor, pessoas que são mantidas com a ajuda da igreja, muitas vezes. Os primeiros cristãos não só dizimavam, como iam além, muitas vezes compartilhando tudo o que tinham com a comunidade cristã.

O dízimo não é obrigatório, mas é sim uma demonstração de submissão, fé e gratidão a Deus.
Só devemos ter sabedoria, tanto ao dar como ao administrar o dinheiro, pois o fazemos diante de Deus.



Por que eu não devo dizimar? Não dizimar é pecado?



Eu não devo dizimar se não entendo o que estou fazendo: eu não devo dizimar porque mandaram. Infelizmente diversas pessoas não conhecem o porquê de darem ou dízimo ou o fazem simplesmente pois o pastor que está ministrando pediu.

Eu não devo dizimar se estiver apenas comprando Deus: meu amado, seu dízimo não faz com que você seja mais ou menos amado por Deus, você não será mais importante para a obra dEle por causa do valor de seu dízimo. Deus não vai lhe conceder seus desejos por causa do seu dízimo. Eu não devo dizimar se achar que o dízimo é uma troca de favores.



Eu não devo dizimar se for constrangido à isso: a pressão do pastor ou o fato das outras pessoas estarem entregando os seus dízimos não devem me levar a dizimar. Eu não devo dizimar se o pastor colocar um peso sobre minhas costas. Eu não devo dizimar com medo de ser amaldiçoado caso eu não o faça.


Eu não devo dizimar entristecido: você não deve ficar triste ou preocupado por dar o dízimo. O dízimo deve ser algo leve e suave, deve ser algo que parte do coração e do entendimento correto do que está sendo feito.

Eu não devo dizimar se não tiver fé: de nada adiantará dizimar imaginando que suas contas irão atrasar ou que tudo dará errado. Dizimar é confiar em Deus e em Sua justiça, é entender que Ele é dono do ouro e da prata e que vai lhe suprir.


Eu não devo dizimar se não amar verdadeiramente a Deus: o amor não pode partir de um coração que não coloca Deus em primeiro lugar. Quando analisamos a oferta de Caim e a oferta de Abel, vemos que Deus primeiramente rejeitou a Caim, para depois rejeitar sua oferta. Primeiramente nós devemos aceitar a Deus, após isso, nosso dízimo será aceito.
Autor:Mestrekamel

quarta-feira, 24 de maio de 2017

UMA SÓ CARNE



                 O termo “uma carne” vem da descrição de Gênesis da criação de Eva: “Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e a trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2:21-25).

                O termo “uma carne” significa que assim como o nosso corpo é inteiro e não pode ser dividido em pedaços e ainda ser um inteiro, assim também Deus estabeleceu o relacionamento matrimonial. Não há mais duas entidades (dois indivíduos), mas agora há apenas uma entidade (um casal). Essa nova união tem várias características.



                Quanto à duração da união, Jesus diz que Deus criou o casamento para que o casal permanecesse junto até que a morte os separasse (Mateus 19:6). Quando divórcio acontece contrário ao plano de Deus, você não tem dois “inteiros”, mas sim duas metades que foram separadas bruscamente uma da outra. Quanto a ligações emocionais, a nova unidade é mais importante do que todos os relacionamentos prévios e futuros (Gênesis 2:24ª). Algumas pessoas, mesmo depois de casados, dão mais atenção ao seu relacionamento com seus pais do que ao seu cônjuge. Essa é uma receita para desastre em um casamento e é uma distorção da intenção original de Deus de “deixar e unir”. Um problema semelhante pode desenvolver quando o marido ou a esposa começa a se aproximar de um filho/a com a intenção de que ele/a cuide de suas necessidades emocionais, ao invés de depender de seu cônjuge.

                Voltando ao princípio de tudo, Deus nos ensina que ao nos casarmos, devemos deixar pai e mãe e nos tornarmos UM com o nosso cônjuge. Isto é casamento: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.” Gênesis 2:24. Uma cerimônia religiosa, a bênção de um pastor ou de um padre, um documento no cartório e uma festa milionária não tem poder algum de unir um casal em amor. Casamento se faz todos os dias. E se você acha que o que estou dizendo é besteira, me diga: Quantos casais (inclusive cristãos) tiveram uma linda cerimônia, foram abençoados pelo líder da comunidade, assinaram os papéis no cartório, gastaram fortunas com a festa e hoje estão separados ou vivem um inferno matrimonial?



                Muitos gostam de utilizar aquele famoso versículo de Marcos 10:9: “Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. Querido, este versículo só se torna real se for aplicado conforme o contexto. Se ler todo o capítulo, vai entender que Jesus está falando sobre os casais que realmente se tornaram uma só carne! Estes sim terão o seu casamento guardado por Deus. Viver uma só carne não é uma decisão que você toma apenas no dia do seu casamento. É uma prática diária, até que a morte os separe!

Mas afinal, o que é se tornar uma só carne?



                Quando assumimos um compromisso de casamento, não podemos mais agir como se fôssemos solteiros e independentes. O dinheiro não é mais meu, é nosso. As contas não podem mais ser divididas entre minhas e suas, elas são nossas. Muitos casais enfrentam grandes problemas na área financeira porque ainda não aprenderam a ser uma só carne nessa questão. Os dois salários se tornam um (caso ambos tenham renda) e as despesas se tornam da família. A forma que esse dinheiro será usado não pode ser decidida apenas por um dos cônjuges, mas pelos dois. É claro que você não vai ligar para o seu marido cada vez que comprar um pão, mas também não deve comprar uma TV sem consultá-lo, ainda mais se suas condições financeiras não permitem. Gastos com valores altos devem ser decididos em conjunto (a não ser que seja um presente surpresa e vocês tenham condições para isso). Deve existir transparência e equilíbrio. Uma sugestão que costumo dar é que o casal estipule um limite de valor. Por exemplo: “Para compras acima de R$ 100,00 devemos consultar um ao outro.” Dessa forma, evitarão questionamentos desnecessários: “O seu dinheiro já acabou? Como assim? Com o que gastou?” ou “Será que o salário que ele (a) recebe é exatamente este? Será que ele está escondendo alguma coisa?” Quando os cônjuges agem com transparência na área financeira, as portas para a desconfiança permanecem trancadas.


                Emocionalmente, espiritualmente, intelectualmente, financeiramente e de toda outra forma, o casal deve se tornar um. Assim como uma parte do corpo cuida das outras partes (o estômago digere comida para o corpo, o cérebro dirige o corpo para o bem do corpo inteiro, as mãos trabalham a favor do corpo, etc.), assim também cada parceiro do casamento deve mostrar carinho e cuidado um pelo outro. Cada um não deve ver dinheiro ganho como “meu” dinheiro, mas sim como “nosso” dinheiro. Efésios 5:22-23 e Provérbios 31:10-31 demonstram esse princípio de “unidade” colocado em prática para o marido e sua esposa respectivamente.

                Fisicamente: Eles se tornam uma só carne e o resultado de ser uma só carne pode ser encontrado nos filhos que essa união produz; esses filhos agora contêm informação genética como resultado dessa união. E até mesmo no aspecto sexual desse relacionamento, eles não devem considerar seus corpos como pertencentes a si mesmo, mas ao seu cônjuge (1 Coríntios 7:3-5). Eles também não devem se focalizar em seu próprio prazer, mas em dar prazer ao seu cônjuge.

                Essa união e a busca do que é melhor para o outro não é uma coisa automática, principalmente depois da queda da humanidade em pecado. O homem, em Gênesis 2:24, é ordenado a “unir-se” a sua esposa. Essa palavra representa duas ideias. Uma é a de ser “colado” em sua esposa, um retrato de quão estreito o relacionamento matrimonial deve ser. O outro aspecto é o de “perseguir/conquistar sua esposa persistentemente”. Essa ideia de “perseguir” deve ir além do namoro que leva ao casamento e deve continuar por todo o casamento. A tendência da carne é a de fazer o que “me faz sentir bem”, ao invés de considerar o que vai beneficiar seu cônjuge. Esse tipo de egoísmo é um problema comum que surge no casamento quando a “lua-de-mel acaba”.

                   Por mais legal que seja viver juntos cuidando das necessidades um do outro, Deus tem um propósito mais importante para o casamento. Assim como eles estavam servindo a Cristo com suas vidas antes do casamento (Romanos 12:1-2), agora devem servir a Cristo juntos como uma unidade e criar seus filhos para servir a Deus (1 Coríntios 7:29-34; Malaquias 2:15; Efésios 6:4). Priscila e Áquila, em Atos 18, são um bom exemplo disso. À medida que um casal almeja a servir ao Senhor juntos, o gozo que o Espírito dá vai encher o seu casamento (Gálatas 5:22-23). No jardim do Éden, três pessoas estavam presentes (Adão, Eva e Deus) e gozo fazia parte desse relacionamento.



                 Portanto, quando Deus está no centro do casamento nos dias de hoje, também vai haver gozo. Sem Deus, uma união duradoura não é possível.

               Se você casou, então assuma as suas responsabilidades. Não seja egoísta e imaturo! É muito mais confortável tomar decisões sozinho e viver na barra da saia da mãe, eu também acho, mas solteiros fazem isso, casados não! E se fazem, estão dando um passo rumo ao divórcio.


                Se você não tem vivido como uma só carne com seu cônjuge em TODAS as áreas, TODAS as situações e TODOS os dias, sinto-lhe dizer: O seguinte versículo não se aplica ao seu casamento:“Portanto o que Deus uniu não separe o homem” Mc 10:9. Por isso te convido e refletir, tomar a decisão de se unir a seu cônjuge, deixar pai e mãe e vivenciar a fantástica experiência de “uma só carne”!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

QUANTOS E QUAIS SÃO OS SACRAMENTOS EXISTENTES NA BÍBLIA?


                Na teologia católica existem sete sacramentos, sendo (batismo, crisma ou confirmação, eucaristia, reconciliação ou penitência, unção dos enfermos, ordem e matrimônio). Porém, a Bíblia não diz que são sete sacramentos.



                Primeiramente precisamos compreender que existem diferenças entre e teologia católica e a teologia reformada. Na teologia católica são admitidos sete sacramentos, enquanto a teologia reformada admite apenas dois sacramentos, pois são apenas dois os que foram ordenados por Jesus Cristo. Mas antes de detalharmos mais sobre esses dois sacramentos, vamos relembrar o que significa sacramento.

O que significa sacramentos? Quantos sacramentos existem na Bíblia?


                Segundo a Confissão Belga (importante símbolo de fé das igrejas reformadas), sacramentos “são sinais e selos visíveis de uma realidade interna e invisível”. Isso significa que o sacramento é algo que podemos ver que foi dado por Deus para nossa bênção, para que nossos sentidos pudessem se beneficiar por algo visível e que mostra uma realidade que já aconteceu em nosso interior.

                Definição de sacramentos

                "Os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, por meio dos quais nos é dispensada a vida divina. Os ritos visíveis sob os quais os sacramentos são celebrados significam e realizam as graças próprias de cada sacramento. Produzem fruto naquele que os recebem com as disposições exigidas.

                Os Sacramentos são “os canais por onde flui a salvação” de todos os homens, que Cristo conquistou com a sua morte e ressurreição. Eles se relacionam intimamente com Cristo, com a Igreja e com toda a Liturgia. Há em todos eles um denominador comum, que é o sinal (seméion, em grego) eficiente ou sinal que realiza o que Ele assinala. Sacramentos são gestos de Deus em nossa vida. Realizam aquilo que expressam simbolicamente. Os sacramentos são, por conseguinte:

                -> Sinais Sagrados, porque exprimem uma realidade sagrada, espiritual;

                -> Sinais Eficazes, porque, além de simbolizarem um certo efeito, produzem-no realmente;

                -> Sinais da Graça, porque transmitem dons diversos da graça divina;

                -> Sinais da Fé, não somente porque supõem a fé em quem os recebe, mas porque nutrem, robustecem e exprimem a sua fé;

                -> Sinais da Igreja, porque foram confiados à Igreja, são celebrados na Igreja e em nome da Igreja, exprimem a vida da igreja, edificam a Igreja, tornam-se uma profissão de fé na Igreja.

                A igreja reformada admite apenas dois sacramentos, que são o Batismo e a Ceia do Senhor, pois foram apenas estes dois ordenados pelo Senhor. Conforme a definição de sacramentos, entendemos que quando alguém é batizado, temos ali o sinal visível (a água sendo derramada simbolizando a purificação) como símbolo de uma realidade que já ocorreu na vida da pessoa, que é o lavar regenerador do Espírito Santo (Tito 3:5).




        A palavra "batismo" nas Escrituras, quando traduzida literalmente, significa "consistente de processos de imersão, submersão e emersão (de bapto, mergulhar)" (W.E. Vine, Dicionário Expositivo de Palavras do Velho e do Novo Testamento). Os batismos que aconteceram quando Jesus e os apóstolos estavam na terra não foram uma aspersão ou derramamento de água. Os crentes que foram batizados foram inteiramente imersos em água. João, por exemplo, batizava numa parte do rio Jordão que tinha muita água (João 3:23), capacitando-o a imergir completamente aqueles que vinham a ele. O capítulo 6 da carta de Paulo aos Romanos explica o simbolismo da imersão. "Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Pelo batismo fomos sepultados com ele na morte, para que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos por meio da glória do Pai, assim também nós possamos caminhar numa vida nova" (6:3-4). Quando uma pessoa é abaixada na água e coberta, isso é muito parecido com um sepultamento. Quando essa mesma pessoa é levantada da água, é como uma ressurreição dos mortos. O batismo é o ponto no qual uma pessoa morre para o pecado e começa uma nova vida espiritual. 


                Na Ceia do Senhor se dá da mesma forma. Cristo estabeleceu os elementos visíveis, o pão e o vinho, que tomamos como um memorial do que aconteceu invisivelmente em nossa vida, que foi o crer no sacrífico de Jesus Cristo, que derramou seu corpo e sangue para nos salvar. É evidente que os sacramentos em si (batismo e ceia do Senhor) não terão efeito positivo se aquele que os recebe não tiver em sua vida essa realidade que esses sacramentos exigem. Alguém pode chegar a se batizar, enganando os homens, sem que haja em seu coração uma conversão genuína. Porém, nesse caso, o batismo perde todo o significado positivo naquela vida.

                A seriedade dos sacramentos é tão grande que Paulo orienta a igreja de Corinto, que estava tomando o sacramento da Santa Ceia de forma incorreta, a avaliar com seriedade o que estava fazendo, pois, tratando o sacramento da forma errada, estava trazendo juízo para si: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.” (1 Coríntios 11:28-30).

                Fora esses dois sacramentos não temos nenhum outro ordenado por Jesus Cristo a ser observado pela sua igreja.

Obs. Não sou o dono da verdade, porém, tenho como verdade as SAGRADAS ESCRITURAS, OU SEJA, A BÍBLIA... AMÉM!


Autor: Mestrekamel

quinta-feira, 11 de maio de 2017

SERVO OU RELIGIOSO?



Religioso ou Discípulo (servo)?

 Nos dias de hoje há muita confusão entre o religioso e o cristão, o discípulo. Precisamos aclarar isto cada vez mais. Devemos que entender que o morno, ao qual está a ponto de ser vomitado, também está dentro da igreja. Não é do mundo que ele será vomitado, mas é para o mundo que será expulso.

Cada dia que passa aumenta a polarização que o Senhor nos falou em Ml 3.12-18. A cada momento, a cada tempo está se distanciando o justo do ímpio, o que serve a Deus daquele que não serve a Deus.

Para facilitar isto, faremos um paralelo entre o religioso e o discípulo. Não temos o intuito de julgar ninguém, porém não podemos deixar nenhum homem em confusão. Todos devem saber como Deus o vê.


O Religioso:

- Tem a bíblia centralizada no homem. Enxerga tudo o que Deus tem para ele: graça e salvação.

- Interpreta a palavra mecanicamente, age como se ela fosse um tabuleiro de xadrez 2Co 3.6.

- Ouve verdades de Deus 2Tm 3.7.

- Obedece algumas regrinhas que as considera sumamente importante Mt 23.23.

- Aprende a saber muita coisa 1Co 8.1b

- Tem o eu no comando.

- Se esforça por imitar a Cristo, na carne

- Canta muitos cânticos

- Estuda sobre o Espírito Santo.

- Faz orações. Fala, fala e não ouve.

- Confia sua vida a uma instituição religiosa.

- Sua vida é uma eterna luta contra o mal. "Mente vazia oficina do diabo. Membros ociosos oficina do diabo".
- Vive com sede Jr 2.13.

- Faz prosélitos Mt 23.15.

- Não coloca sua vida na luz Jo 3.19-21.

- Não reconhece as autoridades como vindas de Deus.

- Seus olhos brilham para as coisas do mundo.




O Discípulo (servo):

- Tem a bíblia centralizada em Deus. O que importa é o propósito eterno de Deus.

- Tem revelação de Deus. Compara coisa espiritual com coisa espiritual 1Co 2.12-14

- Ouve a Deus Hb 3.7-8. Ninguém pode ouvir a Deus e não mudar.

- Ama a vontade de Deus e obedece a Cristo em tudo Jo 14.23.

- Aprende a guardar o que Cristo ensinou Mt 28.20.

- Tem a Cristo no centro de sua vida – é alguém que se esqueceu de si mesmo.

- Cristo vive nele Gl 2.20.

- Louva ao Senhor.

- Vive cheio do Espírito Santo Rm 8.5-9.

- Fala com Deus, dialoga com seu Pai.

- Confia sua vida a igreja que é o corpo de Cristo.

- Não tem tempo para praticar o mal, seus membros estão ocupados com a justiça Rm 6.13.

- Bebe muita água da vida.

- Dá fruto (faz discípulos) Jo 15.1-6,8,16.

- Anda na luz 1Jo 1.5-10.

- Acata todas as autoridades delegadas Rm 13.1.

- Seu atrativo é o Senhor, ama a simplicidade de Deus.

 O coração do religioso não se sacia, não se satisfaz com as coisas simples de Deus. O religioso tende matar sua sede no mundo, nos atrativos do mundo ou do poder, que pode ser intelectual.

IV.Conclusão :

O que o Senhor quer de nós?

O que o Senhor espera de você?

O que você tem feito?

Que tipo de homem você é?





O nosso Deus e Pai não é um Deus de desordem, Ele deseja que todo aquele que se aproxima d’Ele realmente viva como Ele quer e deseja, sem mesclas ou confusão.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

quarta-feira, 3 de maio de 2017

NOIVA DE CRISTO OU MERETRIZ




NOIVA DE CRISTO OU MERETRIZ

                A figura do casamento é usada frequentemente nas Escrituras para representar a relação entre Deus e seu povo. No Velho Testamento, Deus é o marido e o povo de Israel, a mulher. No Novo Testamento, Cristo é o noivo e a igreja, a noiva. Ao compreender a riqueza desse símbolo, daremos mais importância à obediência no dia-a-dia.

Você é Noiva ou meretriz?

                Ap 22:17a: “E o Espírito e a noiva dizem: Vem”. – Vemos na Bíblia que a Igreja é comparada a uma Noiva, sendo Jesus o Noivo e que acontecerá como que um casamento: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Ap 19:7).

                Infelizmente nem todos que estão dentro da Igreja, ou se dizem cristãos, estão no grupo da “noiva” de Cristo. Jesus disse isso em Mateus 7:21: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. Com base nisso me veio essa reflexão e eu pergunto:

Vejamos algumas diferenças entre noiva e meretriz:

1)      Noiva ama. Mt 22:37: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”. Além de amar, a noiva se entrega. Amar nem sempre será apenas sentimento, pois muitas vezes temos que “decidir” amar, e outras vezes temos que “escolher” amar, isso porque os nossos sentimentos oscilam demais e não são confiáveis.


2)      Meretriz é interesseira. Tg 4:3:” Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”. Ai está uma grande e triste realidade, que podemos comparar a uma meretriz buscar a Deus somente por interesses pessoais e egoístas, não são as formas corretas de se relacionar com Ele. Pode até ser que alguém se achegue a Deus para Ele resolver seus problemas, mas essa motivação não pode ser para a vida toda, pois à medida em que o relacionamento se firma, o interesse tem que se transformar em amor. A oração é uma das formas de mantermos comunhão com Deus, mas se fizermos isso com intenção e de forma errada, será de pouco proveito, pois muitas vezes a pessoa se engana, dizendo que é para Deus ou para as pessoas, enquanto na verdade não passa de um sentimento egoísta e de interesse pessoal.

                Então se você vai ao culto, lê a Bíblia, ora, jejua, faz as coisas para Deus motivado pelo amor a Ele, você saberá que é “noiva”; mas se faz essas coisas somente com interesses egoístas e pessoais, você sabe que é “meretriz”.



3)      Noiva assume e mantém o compromisso. Ap 2:10b: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Compromisso vai além de responsabilidade.

                O compromisso é uma consequência do amor. Assumir compromisso com Deus é se comprometer com Ele ao ponto de fazer aquilo que Ele deseja com alegria, com liberdade e com entusiasmo. E quando assumir esse compromisso, decide ser fiel a Ele sem ter “caso” com o diabo, o mundo e o pecado. É Por isso que crente fiel não faz, não vai e não vive igual ao mundo. Por assumir compromisso com Deus, a noiva é e faz o que é preciso e exigido desse compromisso, como por exemplo: ir aos cultos regularmente e com alegria; orar, jejuar e ler a Bíblia não será um peso, mas uma alegria e prazer constante.



4)       Meretriz tem caso e aventura. Pelo fato de a amante ter casos isolados, ela vai ao culto de vez em quando, ou só quando a coisa “aperta”. Orar, jejuar e ler a Bíblia é raro, ou só quando precisa de alguma “benção”, e isso é ter “casos” isolados e sem de fato assumir compromisso com Deus. . A meretriz não tem compromisso, somente caso e aventura. E quando ela tem essa atitude, está destruindo ou abalando um relacionamento sério e de comprometimento. Posso dizer que ela não assume compromisso, pois sabe que o mesmo que ela faz, pode acontecer com ela, na relação causa-efeito.

5)       Noiva cuida. Por ser motivada pelo amor, a noiva tem prazer em cuidar de tudo o que se refere ao seu noivo. Em Jeremias 48:10a diz: “Maldito o que fizer a obra do Senhor relaxadamente”. A noiva não só cuida para manter o seu relacionamento saudável, mas faz as coisas com zelo e leva tudo muito a sério. A amante não tem essa preocupação. Pelo fato de ser interesseira, ela só se preocupa em tirar proveito em tudo que puder. Não se importa, não se esforça, não coopera, não ajuda e só quer se aproveitar.

6)      Meretriz tira proveito. Se você tem o cuidado de manter esse relacionamento com Deus a sério e cuida daquilo que é de Deus e para Ele, então você sabe que é noiva. Mas se faz de Deus um “gênio da lâmpada” pensando que Ele é obrigado a fazer o que você quer, da forma e na hora que você quer, não se preocupando em ter um relacionamento sério com Ele, então você tem o comportamento de uma amante e não de uma noiva.

7)      Noiva enfrenta tudo e todos. Existe um grande mistério, permitido por Deus, ensinado por Jesus e pouco aceito pelos cristãos: é a chamada Teologia do Sofrimento, ou seja, se necessário for, sofrer por amor a Cristo. Quando digo que noiva enfrenta tudo e todos, quero dizer que a noiva está disposta a sofrer qualquer tipo de situação e resiste a qualquer pessoa para não perder seu relacionamento com Deus.




8)     Meretriz abandona nas horas difíceis. Veja o que Jesus disse em Mateus 5:10-12: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reinodos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”.

                Mesmo depois de ter andado com Jesus, ter tido a oportunidade de aprender com Ele e ter visto Seu poder sendo manifesto, Pedro ainda tinha procedimento de “amante”, pois quando Jesus foi preso ele O negou três vezes, abandonando sua fé n´Ele quando o apertaram e perguntaram se ele era um dos que andavam com Ele e assim por diante. Com isso aprendemos que tem muita “amante” se achando “noiva” de Cristo.

                Com base nisso vemos que a noiva faz o que for preciso, sem ter medo de se entregar, pois está tão íntima do seu cônjuge que confia n´Ele plenamente. A amante, por só ter interesse e não ter compromisso, abandona quando é exigido mostrar as coisas importantes e necessárias.

9)      Noiva espera. Sl 40:1: “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”. Quando se conhece Deus e Suas formas de agir, vamos entender o que diz em Eclesiastes 3:1–8, quando explica que tudo tem o seu  tempo certo e determinado. Esse “esperar” vem da relação de intimidade com Deus, pois o fato de conhecê-lo leva a “noiva” a confiar e esperar o Seu tempo.

110)   Meretriz força. Por não ter amor, nem compromisso e não se importar, a amante não espera e passa a forçar sobre o que não tem sequer direito. E então começa a exigir, usando até de força ou outras formas reprováveis para alcançar seus objetivos egoístas. Sabe-se que se é noiva quando se espera o tempo de Deus, e esse esperar não é de qualquer jeito, é orando, adorando, confiando n´Ele. Pois quando chegar o tempo d´Ele tudo será perfeito. Querer forçar e exigir é uma atitude errada, assim como o Filho Pródigo fez. E esse é o procedimento de amante e não de noiva.

111)    Noiva é espiritual. Como diz em Apocalipse 22:17a: “E o Espírito e a noiva dizem: Vem”.           Isso mostra que o Espírito e a noiva estão ligados na mesma “sintonia”. O que o Espírito quer a noiva também quer, porque estão  juntos e ligados, então posso dizer que estão no mesmo espírito. Posso dizer que, para ser espiritual, precisamos ter o Espírito Santo em nós. E a partir daí desejaremos o que o Espírito deseja. É por isso que Jesus disse em João 4:23: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”. Em 1 Coríntios, capítulo 2, Paulo nos mostra a diferença entre o ser carnal e o ser espiritual.



112)    Meretriz é carnal.  A amante se preocupa mais em seu prazer do que agradar a Deus. Pelo fato de não ser espiritual, busca satisfazer o que a carne pede. Em Gálatas 5:16-26 Paulo descreve sobre o fruto do Espírito e as obras da carne. Quem faz o que a carne pede, ou seja, o desejo e prazer pelo pecado, é carnal. E bem sabemos que não tem como ser carnal e espiritual ao mesmo tempo.

                Se você é espiritual, os seus desejos e projetos estão centrados em agradar o Espírito e honrar a Palavra de Deus, então você sabe que é noiva. Mas se você é carnal, tendo prazer apenas naquilo que a carne pede e no que é condenável pelo Espírito, então sabe que é meretriz.

                Como vimos, não vale a pena ser meretriz, e se você percebeu que é isso o que você tem sido, se arrependa e peça ajuda do Espírito Santo para se tornar a “Noiva” de Cristo. Pois Ele vem buscar a Sua noiva e não Sua amante. E só para deixar claro, Jesus não tem amante, mas usei essa figura para explicar sobre os relacionamentos que podemos ter com Ele.

                Por ser Sua noiva, devemos nos preparar para nos encontrar com Ele. Em Ap 19:7 diz: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou”. Somente a noiva irá para o Céu viver a eternidade com Jesus. Que a sua decisão e escolha seja de ser noiva e não meretriz.

A linguagem figurada de Ezequiel descreve o casamento de Israel com Deus:

                Passando eu por junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; estendi sobre ti as abas do meu manto e cobri a tua nudez; dei-te juramento e entrei em aliança contigo, diz o Senhor Deus; e passaste a ser minha. Então, te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo. Também te vesti de roupas bordadas, e te calcei com couro da melhor qualidade, e te cingi de linho fino, e te cobri de seda. Também te adornei com enfeites e te pus braceletes nas mãos e colar à roda do teu pescoço. Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas e linda coroa na cabeça. Assim, foste ornada de ouro e prata; o teu vestido era de linho fino, de seda e de bordados; nutriste-te de flor de farinha, de mel e azeite; eras formosa em extremo e chegaste a ser rainha. Correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o Senhor Deus. (Ezequiel 16:8-14)

                O mesmo simbolismo aparece em várias passagens no Novo Testamento, incluindo na carta de Paulo aos efésios:
                Maridos amem vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito... Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. (Efésios 5:25-27,32)

Costumes de Casamento na Época da Bíblia

                Antes de examinar alguns outros trechos bíblicos, observemos algumas informações históricas sobre costumes de casamento nos tempos bíblicos. O processo do casamento envolvia várias etapas, incluindo:
                O Desposório. O primeiro passo oficial ao casamento foi um compromisso assumido pelo casal (muitas vezes arranjado pelos pais) em que se prometeram um ao outro. Assim Maria foi desposada com José (Mateus 1:18).
                Presentes foram dados à noiva e à sua família pelo noivo ou sua família (veja Gênesis 24:52-53). Esta prática é semelhante ao pagamento do dote em alguns países até os dias de hoje. Jacó serviu seu sogro durante sete anos para poder casar-se com Raquel (Gênesis 29:18-20).
                Um Intervalo de Espera antecedeu o casamento. Durante este tempo, era importantíssimo manter a pureza e que a noiva se preparasse para o seu noivo. Caso contrário, poderiam romper o relacionamento sem completar o processo do casamento (veja Mateus 1:18-19).
                As Bodas ou Banquete Nupcial começavam quando o noivo chegou à casa da noiva para levá-la para sua casa. A noiva esperava a chegada dele, usando roupas e joias especiais, e era acompanhada pelas donzelas e por outros convidados. A festa das bodas tipicamente durava uma semana (veja Gênesis 29:21-23,27; Juízes 14:17; Mateus 25:1-13). A partir das bodas, os dois, agora uma só carne, morariam juntos.

Consideremos essas etapas em relação ao simbolismo bíblico.

O Casamento de Cristo e a Igreja

                Podemos relacionar a linguagem bíblica com as fases do casamento citadas acima. Jesus veio ao mundo e fez grandes promessas ao povo. Nós, também, prometemos ser fiéis a ele quando nos convertemos ao Senhor. Dessa forma, tanto Cristo como o povo dele assumem o compromisso do desposório.

                Da mesma forma que o noivo dava coisas de valor à noiva e à família dela, Jesus pagou um valor altíssimo para casar-se com a igreja. Ele comprou a igreja com o seu próprio sangue (Atos 20:28). “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25).
                A nossa situação atual bem se descreve como um intervalo de espera. Mesmo se já tenhamos entrado em comunhão com o Senhor, ainda não fomos levados à habitação eterna na presença dele. Por esse motivo, diversos trechos no Novo Testamento enfatizam a necessidade de nos preparar para a vinda do noivo. Jesus quer voltar e encontrar a sua noiva “gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:27). Ele se sacrificou para santificar e purificar a igreja (Efésios 5:26), e quer que os seus discípulos se mantenham santificados (João 17:17, 19). Se ele nos achar infiéis, não nos levará às bodas, nem ao lar eterno com ele.

                ‘Ainda esperamos a chegada do noivo para nos levar ao banquete nupcial. João, um dos apóstolos de Jesus, confortou os cristãos primitivos em um período de perseguição com a esperança de participarem do casamento do Cordeiro:

                Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas às bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. (Apocalipse 19:7-9)


A Noiva Adornada para o Seu Esposo

                Todo o simbolismo do casamento do Cordeiro com a igreja apresenta um belo conto romântico, mas há muito mais nessa história. As Escrituras servem para nos habilitar “para toda boa obra” (2 Timóteo 3:16-17). Toda essa história de uma noiva esperando a chegada do noivo serve, também, para nos instruir. A ênfase de textos como Ezequiel 16 e Efésios 5 está no adorno da noiva. Consideremos algumas mensagens importantes:

                A beleza da noiva vem do noivo! Não é assim nos casamentos humanos que nós conhecemos. A noiva escolhe o vestido, arruma os cabelos e faz tudo para chegar à cerimônia adornada para agradar o noivo. Mas toda a beleza da noiva de Ezequiel 16:1-14 veio do marido. Deus encontrou Israel como uma menina recém-nascida abandonada pelos próprios pais. Ele cuidou dessa menina durante anos e, quando ela cresceu, casou-se com ela. Ele a lavou, e a vestiu com as melhores roupas. Colocou nela enfeites e joias finas. Deu-lhe os melhores alimentos, e ela se tornou absolutamente linda. Deus disse “... pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti” (Ezequiel 16:14). Esse fato é fundamental na doutrina bíblica da salvação pela graça. A beleza da noiva depende do noivo. Leia, de novo, Efésios 5:25-27. A beleza da igreja vem de Cristo. Ele se entregou para santificar e lavar a igreja, “para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:27).

                Jesus quer uma igreja composta de pessoas santas. Numa cerimônia de casamento, o momento mais especial é à entrada da noiva. O noivo espera ver a sua noiva resplandecente entrar para fazer um pacto solene com ele. Imagine a noiva entrando usando um vestido sujo e rasgado, com seus cabelos totalmente desarrumados, e com lama no rosto. O noivo, provavelmente, sairia correndo! E se Jesus voltar e encontrar a sua noiva suja e usando roupas rasgadas e manchadas? Ele quer um povo santo (1 Pedro 1:13-16) que demonstra a sua santidade no seu proceder no dia-a-dia (1 Pedro 2:11-23).

                Nem todas as igrejas agem como uma noiva pura. Considere as igrejas da Ásia. A congregação em Éfeso não aceitava homens maus e mentirosos, mas abandonou o seu primeiro amor e caiu (Apocalipse 2:2-5). Em Pérgamo, a igreja conservava o nome do Senhor e não negou a fé, mas tolerava os que ensinavam falsas doutrinas (Apocalipse 2:13-15). A igreja de Tiatira era dedicada e ativa em obras, mas tolerava a falsa profetisa, Jezabel (Apocalipse 2:19-20). Em Sardes, a igreja tinha uma reputação de ser viva, mas estava morta (Apocalipse 3:1-4). A congregação de Laodicéia tornou-se morna (Apocalipse 3:15-19). O livro de Apocalipse contém cartas aos anjos de sete igrejas. E se tivesse mais uma: “Ao anjo da igreja em _______” [coloque aqui o lugar onde você congrega], o que diria esta carta? Jesus elogiaria a fidelidade e dedicação da igreja, ou teria uma lista de queixas? Coletivamente, a congregação prega e pratica a verdade? Louva a Deus conforme a palavra dele? Rejeita doutrinas falsas? É uma igreja “sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito”? Antes de dar uma resposta definitiva, lembre-se de que a igreja é composta de pessoas. Individualmente, falamos e vivemos conforme a verdade? Somos seguidores de Cristo ou seguidores do mundo? Buscamos a prosperidade espiritual ou material? Usamos a palavra de Deus como espelho para corrigir as nossas vidas, ou imitamos o mundo? Somos santos, como Deus é santo?

“Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro... São estas as verdadeiras palavras de Deus” (Apocalipse 19:9).



Que Deus te abençoe e te ajude no que for preciso.